Em certa ocasião houve quem perguntasse a um homem piedoso como era que sempre, fossem quais fossem as dificuldades ou contratempos, mantinha uma paz de espírito invariável. Respondeu ele: “Isso é o resultado de eu ter muito cuidado com os meus olhos; pois todo mal, assim como todo bem, atinge o coração por meio dos sentidos.” Como fosse instado para se explicar, o homem continuou: “Todas as manhãs, antes de iniciar o trabalho, volvo o olhar por bastante tempo e seguidamente para cada um destes três alvos: primeiro para o céu, lembrando-me de que tenho ali a inspiração para o meu principal dever e o alvo da minha vida; em seguida, baixo o olhar cá para o mundo, e penso quão insignificante será o espaço que um dia virá a ser necessário para minha sepultura; por fim, olho para mim mesmo, e lembro-me das multidões cuja felicidade é inferior à que eu desfruto. É assim que consigo ter paciência nas aflições, viver no mundo e entre os demais homens, alegre e na Paz de Deus.” (De Alimento Espiritual, Revista Fé e Ação)
Esta maravilhosa história nos leva a fazer um retrospecto da maneira como vivemos e encaramos o nosso dia-a-dia. Uma vez que tomamos conhecimento que só Jesus salva e é o único Caminho para Céu, não tem como desviarmos nosso olhar desta Verdade para nos envolvermos com as coisas deste mundo, uma vez que tudo ficará aqui, não levaremos nada, a não ser quantas pessoas conseguimos influenciar com a nossa maneira de viver e encarar os tremendos desafios que sobrevenham sobre nós. Medite: “Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos. Melhor é para mim a lei da tua boca do que inúmeras riquezas em ouro ou prata.”(Salmo 119.71.72).
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